Monday, October 22, 2007

Saudades dos Balcas

Senti falta dos Balcãs. Especialmente Belgrado. Faz pouco tempo que tive a certeza que ainda voltarei para lá. E a Macedônia é um dos lugares que me arrependo de não ter ido. Ainda irei pra lá e dedicarei um post, pelo menos, assim como a Albânia.

Wednesday, October 17, 2007

Castelo do Drácula é o segundo imóvel mais caro do mundo à venda

Castelo do Drácula é o segundo imóvel mais caro do mundo à venda

Bucareste, 17 out (EFE).- O Castelo de Bran, no centro da Romênia
e ligado à lenda do príncipe Vlad Tepes, que inspirou o vampiro
Drácula, é o segundo imóvel mais caro do mundo posto à venda,
conforme classificação da revista americana "Forbes".

O castelo foi avaliado pela revista em US$ 140 milhões. A quantia
é justificada pelos analistas pelo retorno que o local pode gerar a
um potencial proprietário.

No topo da lista da Forbes está uma propriedade em Beverly Hills
(Califórnia, EUA), avaliada em US$ 165 milhões, que pertenceu ao
empresário da imprensa William Randolph Hearst.

O castelo romeno foi posto à venda pela Baytree Capital, em nome
de Dominic de Habsburgo, filho da princesa Ileana da Romênia, depois
que a propriedade foi devolvida à família pelas autoridades romenas,
no ano passado.

Conforme um acordo com o Ministério da Cultura romeno, o Castelo
de Bran, o segundo edifício mais visitado da Romênia após o Castelo
de Peles em Sinaia, deverá conservar a função de museu até 2009.

Situado perto de Brasov, no centro da Romênia, foi construído
pelos cavaleiros da Ordem Teutônica no princípio do século XIII e
durante a Idade Média serviu para defender a rota comercial entre a
Transilvânia e a Valáquia.

O príncipe Vlad, o Empalador, inspiração histórica do personagem
fictício Drácula, utilizou o castelo com fins militares várias vezes
durante seu reinado, no século XV.

Os colonos alemães de Brasov, que compraram o castelo no final do
século 15, presentearam o prédio à rainha Maria da Romênia em 1918.

Ela o transformou em residência e o deixou de herança para a filha
Ileana.

Friday, October 5, 2007

Leste Europeu revive velhos inimigos e temores

Veja aqui

Em grande parte do Leste Europeu está surgindo um novo tipo de conservadorismo, enquanto partidos da Polônia, no norte, à Bulgária, no sul, usam slogans populistas e nacionalistas para conquistar votos.

O primeiro-ministro Jaroslaw Kaczynski, da Polônia, cujo Partido Lei e Justiça está fazendo uma firme campanha para se reeleger no final deste mês, quer um expurgo da administração pública, acusando os comunistas e intelectuais de esquerda de encobrir a corrupção. Ele critica a União Européia por não proteger os valores familiares tradicionais e teme o renascimento de uma Alemanha revanchista que minaria a independência da Polônia.

Na Hungria, Viktor Orban, líder do partido conservador de oposição Fidesz, corteja a extrema-direita enquanto se recusa a distanciar-se de um novo grupo de extrema-direita que remonta aos anos fascistas da década de 1930. Na Eslováquia, a coalizão de Robert Fico, liderada pelos socialistas, depende dos nacionalistas de Jan Slota para continuar no poder. Na Bulgária os nacionalistas radicais estão em ascensão e os partidos da corrente dominante os estão aceitando, em vez de marginalizá-los.

Esse novo conservadorismo no Leste Europeu, pouco depois de a maioria da região ter aderido à União Européia em 2004, está se disseminando, ao mesmo tempo em que os partidos conservadores na Europa Ocidental se aproximam do centro.

A União por um Movimento Popular, de centro-direita, na França, liderada pelo presidente Nicolas Sarkozy, e o Partido Conservador, na oposição na Grã-Bretanha, liderado por David Cameron, tentam atrair uma geração mais jovem apelando para a modernidade, a tolerância e a globalização. Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel, desejosa de atrair os jovens, especialmente as mulheres educadas, se esforça para modernizar seu partido, a União Democrata Cristã, tornando-o mais aberto para aceitar creches e enfrentar a mudança climática. Enquanto estes e outros partidos conservadores da Europa Ocidental continuam tendo muitos apoiadores que são céticos sobre a imigração e os direitos das minorias, eles não se esquivam mais dos desafios da globalização.

Os conservadores do Leste Europeu, porém, não estão apenas atrasados em relação a seus colegas da Europa Ocidental. Eles têm uma agenda totalmente diferente. "O que os novos autoproclamados revolucionários da Europa Central temem são os excessos da cultura pós-moderna e o colapso dos valores tradicionais", disse Ivan Krastev, diretor do Centro para Estratégias Liberais em Sófia. "Eles são nostálgicos e não utópicos, defensivos e não visionários", ele acrescentou.

O governo Kaczynski em Varsóvia apóia um papel maior da Igreja Católica para proteger a Polônia da invasão secularista da Europa Ocidental e da globalização do consumo, da mobilidade social e de novos valores.

"Os seguidores de Kaczynski incluem aqueles que saíram perdendo no processo de transformação", disse Grzegorz Gromadzki, um cientista político do centro de pesquisas Stefan Batory em Varsóvia. "Kaczynski sabe que se apoiar a modernização de uma sociedade mais aberta ele perderá o apoio da ala tradicional da Igreja Católica e da população rural."

Isso revela a diferença fundamental entre os partidos conservadores do Leste Europeu e seus homólogos no Ocidente. "É uma recusa a aceitar a modernização", disse Gromadzki.

Esse medo da modernização e o refúgio nos valores nacionalistas ou tradicionais se acelerou depois de 2004, quando a maioria do Leste Europeu entrou para a União Européia. Até então, a transformação econômica e política da região foi liderada por pequenas elites que tiveram grande sucesso nos dois objetivos estratégicos mais importantes desde o colapso do comunismo: entrar para a Otan, a aliança militar ocidental, e para a UE.

Mas a maneira como as elites assumiram o comando minou as frágeis instituições democráticas que surgiram depois de 50 anos de repressão. "O paradoxo é que a ascensão do populismo é resultado não tanto do fracasso, mas dos sucessos do liberalismo pós-comunista", disse Krastev. "Ao apresentar suas políticas não tanto como boas, mas como necessárias, não como desejáveis mas como racionais, as elites liberais não deixaram para a sociedade uma maneira aceitável de protestar ou expressar sua insatisfação." Em suma, o período de transição foi marcado por um controle excessivo da elite sobre os processos políticos.

A UE não deu atenção a esse déficit democrático, enquanto os comissários em Bruxelas se concentravam quase exclusivamente na medida em que esses países cumpriam as 80 mil páginas de leis e regulamentos da União. "Tivemos de mostrar que éramos alunos exemplares", disse Gromadzki. "Não podíamos dizer o que queríamos. Se tivéssemos feito isso, não teríamos sido aceitos. Agora existe uma sensação entre os políticos de que eles podem dizer o que quiserem. Eles revivem velhos temores e velhos inimigos."

Esses anos de transformação e o enfoque para a adesão à Otan e à UE também mostraram como era difícil criar partidos políticos fortes. "Durante quase 50 anos a vida política havia ficado em suspenso", disse Peter Balazs, professor de ciência política na Universidade Central Européia em Budapeste. "O nascimento de novos partidos políticos não teve tanto sucesso."

Tendo rompido seu silêncio depois de entrar para a UE, os líderes dos partidos conservadores da região se encontraram num dilema. Os Kaczynskis, Orbans ou Slotas às vezes falam com nostalgia do passado, especialmente dos anos entre 1918 e 1939. Este é muitas vezes seu período de referência, porque a vida política parou em 1939 quando a guerra irrompeu e foi proibida em 1945 quando os comunistas tomaram o poder.

Mas a nostalgia tem limites. Os partidos de direita dos anos 30 ficaram desacreditados por causa de sua associação com os nazistas. "Os partidos estão perdidos se tentarem recriar os séculos 19 ou 20", disse Balazs. Jiri Schneider, diretor do Instituto de Estudos de Segurança em Praga, disse que os partidos conservadores falharam ao decidir o que eles querem manter ou, de fato, o que querem se tornar. "Qual é realmente seu ponto de referência? Eles não podem alegar que são herdeiros desses partidos conservadores originais por causa de seu passado ignominioso. No entanto, não estão preparados para evoluir em partidos políticos conservadores modernos, em que o populismo ficará fora da agenda econômica e social", disse Schneider.

Com o tempo, poderá surgir no Leste Europeu uma classe média mais jovem que crie partidos conservadores capazes de combinar identidade nacional com uma sociedade e economia abertas. "A região precisa de uma classe média forte para criar partidos políticos estáveis", disse Gromadzki. "A transição ainda não terminou."

Tuesday, August 14, 2007

Wednesday, July 11, 2007

Notícias

Duas notícias sobre o Leste Europeu ilustram os noticiarios de hoje:

http://noticias.uol.com.br/ultnot/album/070711_album.jhtm?abrefoto=10

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2a007/07/11/ult580u2560.jhtm

Monday, July 2, 2007

Thursday, April 19, 2007

Roteiro

Segue abaixo o Roteiro. Foi o melhor mapa que ue achei.

Ilustres

Posso não ter visto muitos brasileiros pela viagem. Porém, em todo lugar que passei, encontrei outros brasileiro que, ao que parece, fazem sucesso na Europa:
- Paulo Coelho: Ele é um fenômeno. Acho que o vi em quase todas as línguas possíveis, em diferentes matérias, vitrines, etc...
- Nescafé - E o Café Pilão são quase unanimidade no quesito marca de café.
- Na Sérvia eu vi o Guaraná, que é bem difundido na região. Não são as nossas marcas da bebida, mas é uma espécie de Red Bull. Não lembro de ter visto em outros países.
- Caipirinha e Caipiroska: Não sei como eles as preparam, mas sempre estava lá.

Americanos

As pessoas costumar a achar que o americano, no seu mais famoso estereótipo, são pessoas meio bobas, não sabem de nada fora da América, e nerds.
Pelo contrário, eles foram, junto com os britânicos, os mais simpáticos e, vamos assim dizer, normais que eu conheci na viagem. Os canadenses carregavam mais este estereótipo de americano do que os próprios americanos. Mas o fato que é todo americano que eu conheci na Europa tem consciência do anti-americanismo (que eu chamo de ciúmes) que o resto do mundo alimenta. Alguns nem ligam muito, outros não. O importante é que We Support America!

Wednesday, April 18, 2007

Antigo Mapa dos Balcãs

Outro Brasileiro

Na estação de trem de Praga, conheci um brasileiro. Ele falou que havia uma outra no mesmo albergue, mas eu não a vi. E ele ia ficar viajando pela Alemanha, um pouco apavorado com os trens do Leste - eu disse que não havia problemas.

Memórias

Há coisas que eu não postei e talvez se percam na minha memória, como estes exemplos:
- Em Rhodes pisei no pé de um cachorro que ficou latindo pra mim.
- Em Athenas eu fiquei uns 15 min tentando falar com uma senhora pedindo direções, meio em italiano, meio em inglês, meio em grego.
- O Viktor, em Veliko Tarnovo, tentou me vender umas moedas (provavelmente falsas) que ele dizia que eram da época de Roma.
- Em Bratislava um gringo tocava no violão bossa nova como um robô.
- Uma garota ao chegar em Munique levou um tombo com uma mala que era maio que ela.

Bom, estas coisas eu consegui lembrar de cabeça, mas outras vão se perder no esquecimento. I hope not.

Cassificações

Neste ponto, vou classificar as cidades por onde passei por diferentes categorias.


Clichês Imperdíveis:
Istanbul - Budapest - Praga - Atenas
Aqui eu inclui Atenas, que não tem uma cidade tão bonita mas, pela história e pelas ruínas/monumentos, vale a pena visitar.

Altamente Recomendáveis:
Dubrovnik - Rhodes - Bled - Brashov
São três pequenas cidades, mas muito charmosas, que não estão nos principais roteiros turísticos, mas são simplemente demais. São 4 pequenos paraísos no meio da Europa.

Grande e Belas Cidades: Belgrado - Ljubljana - Zagreb - Bucareste - Bratislava
São belas cidades que eu recomendo àqueles que desejam a ir em lugares fora do turismo convencional, mas que vão encontrar boas cidades para conhecer.

Cidades específicas:
Bodrum - Veliko Tarnovo - Sarajevo
São cidades que, por não oferecerem uma boa infra-estrutura ainda se mantém atrás das outras. Sarajevo talvez se encontra entre estes tipos de cidade e o das Grandes e Belas Cidades. Bodrum eu simplesmente não recomendo.

Munique: Última Parada

Agora me encontro no aeroporto de Munique esperando o meu vôo pra São Paulo. Ontem conheci as últimas regiões interessantes da cidade, comi uma comida típica e fui dormir cedo pra estar aqui neste horário. A cidade continua a mesma de quando eu passei no início da viagem. Um pouco mais verde e mais quente, é claro. Aproveitei bem um alberge, ao invés de um albergue. Agora batem duas saudades, uma de casa e outra de já estar voltando. Já estou programando uma próxima...

Tuesday, April 17, 2007

Lembram-se?

Mendigos

Os mendigos em Praga ficam prostrados a pedir dinheiro, como estátuas.

Hotel

Meu quarto do hotel aqui em Munique, ao abrir a janela, tem um cheiro que vem diretamente da rua. E o cheiro é de kebab, oh yeah!

Privacidade

Estou, enfim, em Munique. Cansado sim, mas agora num hotel de verdade. E o melhor de tudo isso é não somente ter um bom banheiro e uma boa cama, e sim ter privacidade, que eu carecia há um tempo. Me lembro que não há, em russo, a palavre privacidade, o mais perto que eles chegam é "solidão". Eu, por exemplo, não me senti sozinho, porém me senti sem privacidade durante a viagem, o que são coisas totalmente distintas.

Rios

Dois rios perseguiram meu trajeto, o Danúbio e o Sava. Em Zagreb e Ljubljana passei pelo Sava; em Budapest e Bratislava vi o Danúbio e em Belgrado os vi se encontrando - no mais belo cenário que os dois proporcionaram. O Danúbio não é mais azul, como sugerira Johannn Strauss em sua valsa, tampouco o Sava. Mas ainda são belos rios que cortam os países europeus.

Monday, April 16, 2007

Troca de Guarda

Segue o filme da troca de guarda aqui em Praga. Notem no detalhe do óculos.

Praga: final do dia

Bom, após comprar a passagem de trem, fui dar uma volta mais compenetrada pelo centro velho, e passei pelo cemitério judaico. Voltei pro albergue, dei uma descansada e cá estou eu num bar, atualizando tudo o que for preciso, e depois vou pra uma igreja assistir um concerto de órgão. Depois ovu ter que dormir cedo pois o meu trem pra Munique sai de manhã.

Slovakian Enterprise

Sucesso na certa...

O dia em Praga

hoje eu acordei cedo, e antes das 8am já estava nas ruas de Praga. Passei pelo bairro judeu, onde há uma bela sinagoga, e tem o cemitério, que estava fechado (talvez eu volte depois). Então peguei uma ponte e fui para o outro lado do rio onde, ao lado de uma catedral, tomei meu café da manhã (ainda não estava pronto o café do albergue). Depois, fui direto ao castelo. Dentro do castelo fui direto para a catedral de St. Vitus, uma das maiores e mais belas que u vi até agora. Lá, subi os seus 287 degraus, numa bela vista panorâmica da cidade. Depois já era hora da troca de guarda, que eu até filmei. Então rumei para as outras atrações do castelo (o antigo castelo, a basêlica de St. George, e a Golden Lane. Disto tudo, a melhor atração do Castelo é a catedral de St. Vitus. Logo após dei umas voltas pelas redondezas do lado de lá do rio, onde parece ser o lugar mais conservado. Passei pela ponte que acho que se chama St. George, passei pelo teatro, museu, e agora estou num restaurante típico comendo uma comida que eu nem sei pronunciar.. Daqui vou comprar minha passagem de trem pra Munique, e depois ir pra cidade velha, que eu já visitei ontem à noite.

Praga: Impressões

O que mais me impressionou aqui em Praga é que tudo está completamente preservado. Há regiões, principalmente aos arredores do castelo, que parecem estar iguais há 400 anos atrás. E estão. E além disso, a cidade se comporta como uma das grandes da parte ocidental da Europa. Há lojas de todos os gêneros espalhadas pela cidade, a compreensão do inglês é vasta, e tudo muito limpo. O turismo é bem explorado (já ouvi todos os tipos de idiomas nas ruas). É uma cidade cosmopolita - por exemplo, é o único lugar que eu passei em que eu vi negros na rua. Pra variar, há vários cafés e restaurantes pelas ruas.

Sunday, April 15, 2007

Bryndžové Polievka

Em Bratislava comi um prato tradicional de lá, chamado bryndžové Polievka. É uma batata, preparada com um queijo deles, parecido com um catupyri (um pouco mais cremoso), em cima um pouco de parmesão e, pra fechar com chave de ouro, um pouco de bacon. É muito bom, mas muito pesado também. Não consegui comer inteiro.
Não tirei uma foto. Mas devia... Segue abaixo uma foto:

Praga: Primeiras Impressões

Acabei de chegar me Praga. Prefiro não comentar ainda. But I think we got a favorite....

Dente-de-leão

Não sei se é conseqüência da primavera ou não, mas os ares, principalmente de Budapeste, ficam completamente tomados pelos dentes-de-leão. É até achato, pois se você estiver comendo, por exemplo um sorvete, deve tomar cuidado para não ter um tempero diferente.

Bratislava: Impressões

Uma bela cidade. Uma das mais belas catedrais por onde passei. Uma comida extremamente pesada. Um castelo interessante.
Não é uma grande cidade, mas não é aquele "no-meio-do-nada" do Hostel. Uma cidade com um charme especial e muito aconchegante. Aconselho a vinda para aqueles que estão passando pela região. (É cerca de 1 hora de Vienna)

Saturday, April 14, 2007

Brasileiros

Enfim encontrei brasileiros, somente aqui em Bratislava (quem diria?) a poucos dias do final da viagem. Um é de SP e os outros 2 de Salvador e moram em Londres. Agora posso falar mal das pessoas com alguém na frente delas sem ser percebido.

Bratislava: Primeiras Impressões

Sim. Estou em Bratislava, a cidade de Albergue (Hostel). Já estou com meu estoque de chicletes no bolso e com uma butterfly em mãos!
Minha primeira impressão ao chegar na cidade foi: acho que não foi bem aqui que eles gravaram o filme. É uma grande cidade, principalmente pro lado de lá do Danúbio. No filme parecia que era uma cidadelazinha no meio do nada. Mas não é. Onde mais se assemelha com o "Albergue" é o centro, onde velhas casa e construções se aglomeram em pequenas ruas de paralelepípedo. Uma das mais belas catedrais que vi até agora está aqui. Notei enquanto eu passeavas pelas ruas que, em outra igreja, havia uma movimentação estranha, e o que ia acontecer era uma apresentação de música sacra dentro da igreja. Em cima da hora consegui entrar e segue o vídeo com uma música que eles tocaram...


Agora estou num restaurante cubano que tem Wi-fi almoçando/jantando, pois estava morrende de fome.

Inchaço

Durante a viagem de trem de Ljubljana para Budapest, ao me apoiar com a mão no maxilar enquanto tentava dormir, formou um machucado em minha boca e hoje, princpalmente, está inchado e dolorido... Comer, só sopa, sorvete, suco e demais pastosos... Vou tomar um anti-inflamatório pra ver se melhora....

Dicas

Bom, depois de quase um mês aqui posso dar algumas dicas:

- O Lonely Planet não é infalível. Pelo contrário, às vezes ele complica mais do que ajuda. Mas é uma boa referência.

- Aqui em Budapest tem o Hot Spotter que pode ajudar a encontrar wi-fi pela cidade.

- Route Planner é ótimo pra ver os horários dos trens.

- Um dia ainda vai ser tudo euro... Forex Converter

- É sempre bom pesquisar na internet o que as pessoas acharam do albergue na hora de escolher. É uma dica mais valiosa que a do Lonely Planet.

Magyar Music


This sounds funny...

BEER INDEX UPDATE

Aqui na Hungria tem a Dreher, boa mas carinha.

Turquia: € 2.70
Bulgária: € 0.75
Romenia: € 1.50
Sérvia: € 1.76
Bósnia: € 1.25
Croácia: € 1.60
Eslovênia: € 3
Hungria: € 2 (450 Florins)

Friday, April 13, 2007

Budapeste: Impessões

De fato Budapeste é uma cidade excepcional. Qualquer esquina que se passa há um velho prédio que lembra o passado do país. Quase todos estão conservados, senão restaurados. Isto tanto em Buda quanto em Peste, principalmente. Ao subir ao Palácio Real daqui de Budapeste, vê-se a grandiosidade da cidade. Com o Danúbio separando os dois lados, nota-se a toda volta uma cúpula ou um telhado antigo decorando o espaço. As ruas com o piso de pedra de Buda com suas antigas casas são um show à parte. E, de volta a Peste, há a rua Vaci que é muito bonita, com lojas e cafés por todo lado.

Thursday, April 12, 2007

Portuga

Como eu falei, até agora nenhum brasileiro eu encontrei. Mas ontem, ao fazer hora pra pegar o trem pra Budapeste, fui comer um kebab (oh yeah) e, na fila, um cara começou a olhar pra mim. Xiiii.... Mas daí o cara falou em português comigo perguntando se eu era brasileiro, pois ele desconfiou por conta do meu casaco. Bom, ele foi muito simpático e estava com duas locais, ou melhor, duas bósnianas (se é assim que se fala), e eles me ensinaram um monte de palavras que eu não lembro mais de nenhuma.

Internet

Sempre que chego a uma cidade procuro, caso não tenha no albergue, um lugar com hot spot pra internet por perto. Aqui em Budapeste eu tive alguns problemas, mas, enfim, achei. À tarde fui tentar no Burguer King, e nada! Depois, à noite, em um lugar meio restaurante, fui perguntar pois achei que tinha, mas erá só falácia. Depois fui pra outro que não consegui conectar, pois eles deviam estar com algum problema na rede. Agora finalmente achei um lugar... É um lugar que parece de filme. A entrada tem uma placa, mas na hora de entrar não se parece com um bar/café. Após entrar você vê que o lugar é bem grande, tocando música boa - agora até tá tocando uns samba-rocks e samba-jazz. Além de ter internet wi-fi de graça, tem boas cervejas. Há também um outro lugar mais low-profile onde eles servem chá que pode ser oportuno no período da tarde ou da manhã.

Budapest: Primeiras Impressões

Num das viagens mais chatas desta jornada, cheguei a Budapest. Uma cidade grande, com praças grandes, ruas grandes, e lojas grandes. A abundância dos Cafés não é uma exceção e há um comportamento de uma grande cidade. Logo que cheguei, após o cansativo trecho de trem e do check in, fui até aos banhos húngaros. Era disto que eu precisava. Fiquei umas 2 horas por lá com todo o tipo de banho - água fervendo numa piscina pequena, água gelas, água pelando em uma grande piscina, e até havia uma piscina acho que "olímpica". Descansado, dei uma breve olhada na parte de Pest, que é a parte mais moderna, mas sem muitas atração, a não ser suas ruas com os cafés e lojas. Até agora eu não vi o filet mignon, que é Buda, mas deu pra ter uma boa impressão desta outra parte da cidade. Na realidade, cidade grande por cidade grande, eu até preferi mais Belgrado e Zagreb (alguns vão me xingar), mas espero que amanhã em Buda eu possa "rever meus conceitos".

Wednesday, April 11, 2007

Teclado

Voces nao sabem como eh chato escrever num teclado esloveno...

Vídeos

Não me perguntem por que, mas o começo dos vídeos estão ruins... O que eu mando pro youtube vai bem, e lá eles "estragam"....

Almoço em Bled


Cervo com cogumelos e batata.

Ahmed

É não é que o Ahmed me acorda no meio da madrugada para rezar!!!
E eu tendo que ouvir aquela esquisitice em árabe... Oh Gosh!

Vista do Castelo de Bled

Impressões de Bled

Bled foi um dos lugares com uma beleza natural que mais me impressionou. Eu, mais ligado à beleza das cidades e da vida urbana, me rendi aos belos cenários da pequena Bled. Uma cidade anã, com um belo lago com águas cristalinas e uma ilha que abriga uma grande igreja. No alto um charmoso castelo e, no pano de fundo, os belos Julian Alps. É nesta região que o Marechal Tito, que não era bobo, passava suas férias. A cidade é muito marcada por seus esportes, como ciclismo, caiaquismo e, principalmente, remo. Recomendo a todos que estiverem perto, na Itália, na Alemanha ou na Áusria, que visitem esta bela cidade.

Ljubljana: Avaliação

Cidade: *****
A cidade é belíssima. Desde o centre com suas ruas antigas, até o castelo da cidade.
Pontos Turísticos: ***
O castelo, com uma bela vista da cidade, é o ponto forte.
Albergue: ****
O albergue é muito bom, mas é frio. É daqueles de larga escala que você não tem aquela recepção mais simpática da que eu tive, por exemplo, em Belgrado. Mas o banheiro é ótimo, a localização é perfeita, com o melhor café-da-manhã até agora e um restaurante e internet.

Pontos Fortes: A Old Town e região.
Pontos Fracos: Às 21h a cidade deu uma caída, acho que é porque é uma terça-feira.

Zagreb: Avaliação

Cidade: ****
Uma bela cidade com belas praças e ruas agradáveis.
Pontos Turísticos: **
Não há muito o que ver...
Albergue: ****
Bom. Com Wi-fi no quarto, um banheiro razoável, e bem localizado. O dono era um japa que não fala bem inglês e eu acho que ele tava lavando dinheiro.


Pontos Fortes: A região o Kaptol
Pontos Fracos: A falta de alguma atração maior.

Beer Index Update

Esqueci de atualizar o Beer index. Bom, na Bósnia tem a cerveja Sarajevska, que é muito boa, e a lata de 500ml custa cerca de 3 KM, que é € 1,25. Já na Croácia, eram 12 Kunas, que são uns €1,6, por aí.... E aqui em Ljubljana são € 3, muito cara!


Turquia: € 2.70
Bulgária: € 0.75
Romenia: € 1.50
Sérvia: € 1.76
Bósnia: € 1.25
Croácia: € 1.60
Eslovênia: € 3

Ahmed

Ao chegar no albergue aqui em Ljubljana, encontrei o meu roommate. Vou tentar falar sobre minhas impressões sobre ele em ordem cronológica.
Ele, primeiramente, é da Tunísia, mas mora em Viena. Logo ao entrar no quarto, já puxou seu tapetinho e começou a rezar em árabe. Sim, um muçulmano. Depois tentamos nos comunicar e a melhor língua que ele falava era italiano, melhor que alemão ou árabe. Daí ele foi meio simpático e falou pra irmos juntas à cidade para conhece-la. OK, lá vou eu. Seu nome é Ahmed, e ele trabalha numa balada, além de treinar boxe (seu maior fá é, obviamente, Muhammed Ali). Entra em toda loja à procura de cartões postais e souvenir. Pede toda hora pra tirar fotos, me deu um quadrinho brega de Ljubljana, e ainda pagou um cerveja. Xiiii... Pelo menos sei que ele não é viado, quis conversar com umas meninas e eu desconversei. Aliás, desconversei com ele e falei que tinha que voltar pro albergue.
Realmente é melhor viajar sozinho. Não dá pra ficar me preocupando com os horários enquanto o outro fica vendo silhuetas da Eslovênia de madeira.

Ljubljana: Primeiras Impressões

A cidade parece pequena. Mas não é. O centro velho e a redondeza não é, de fato, muito grande. Porém o charme da cidade está em todo lugar. O castelo é um ponto obrigatório, apesar de não ter nada demais. O centro, à margem do rio, é onde estão as melhores ruas, praças, igrejas e cafés. Uma cidade charmosa como um todo, e as pessoas andando de bicicleta (quase uma "febre") dão um ar mais parecido com Amsterdã. Aqui o EURO já está instituído e até os preços são mais europeus. "Two Thumbs Up", como dizem os americans...

Eslovenos

Todo mundo tem preconceitos. Quem não tem mente. Ou melhor, todo mundo tem um estereótipo. E, não obstante, tenho minha vaga noção dos eslovenos. Parece-me que são pessoas extremamente sofisticadas - em todos os quesitos - mas vivem em pequenas cidades, quase rurais, em casa simplórias com vista pros alpes. Porém, ao entrar na casa, depara-se com uma decoração modernosa, como se estivessem em Ibiza em algum lounge, ao som do Café Del Mar ou no Buddha Bar, discutindo alguma coisa metida a intelectualóide.

Impressões de Zagreb

Os primeiros passos em Zagreb sugerem-na como uma capital igual a outras grandes cidades quaisquer da Europa Ocidental. Ela propõe, de fato, um ambiente mais ocidentalizado do que o excessivo eslavismo dos outros países por onde passei. Belos parques, praças floridas e antigas construções colorem a cidade que mantém esta vida há muitos anos. Alguns séculos. Mas ela poderia parar por aí, sendo apenas uma grande cidade européia e apenas. Carecendo de uma "tempero". Mas, rumando ao norte, na região da rua Kaptol, a cidade vai ficando mais interessante. Seguindo o padrão, os bares e cafés invadem todas as antigas ruas e belas catedrais ilustram a paisagem. Se subir mais um pouco, pode-se ver toda a cidade de cima, mas não é nada interessante at all. É uma cidade de gente grande.

Monday, April 9, 2007

Mission Hill


Este era o cara do meu albergue em Belgrado

Emir Kusturica

Uma figura marcante na Sérvia é o músico e cineasta Emir Kusturica. Ele é, na verdade, de Sarajevo, mas acho que ele se considera sérvio. Ele participa da banda Non-Smoking Orchestra que é, especiamente, muito boa! Ele fez um filme muito bom, que eu tinha visto faz um bom tempo, chamado Underground. Parece que este filme era uma série de TV que ele transformou num filme, e se trata de um cara que mantinha várias famíias em seu porão e dava a desculpa que a guerra durava até os dias de hoje (que na época eram os anos 90), e não vou contar mais - é melhor que vocês assistam ao filme! Segue abaixo trechos do filme e da banda deste ser.


Split

Não vou comentar muito sobre Split, pois nem passei muito tempo por lá. É uma bela cidade, mais movimentada até que Dubrovnik, mas não tem o mesmo charme. Tem um belo palácio que Dioclesiano construi para "passar as férias". Lugar interessante.

Croatas

Aqui é o primeiro país católico que eu passo. Em geral, acho que não vai fazer muita diferença entre os outros países ortodoxos pelo qual eu passei, a não ser por algumas freiras a mais que eu vi na rua. Aqui o feriado de Páscoa é no domingo e na segunda, logo hoje, que eu estou faminto, vai ser difícil de achar algo bom pra comer... O Lonely Planet diz que se você perguntar prum croata qual a diferença entre ele e os outros ex-yugoslávios, ele dirá que ele é ocidental e os outros orientais. Não sei, Dubrovnik e Split não me deram pistas sobre isso, mas creio que amanhã aqui em Zagreb poderei confirmar esta opinião.

Viagem

Esqueçam tudo o que eu disse sobre o ônibus....

Dubrovnik: Avaliação

Cidade: *****
Muito boa! Com tudo por perto, tem uma posição privilegiada no Adriático
Pontos Turísticos: ****
Sua fortaleza e construções podem ser vistas por toda a parte, inclusive no alto de suas muralhas, onde se vê toda a cidade velha.
Albergue: ***
Bonzinho, não tão perto do centro, mas com o bom e velho western shower, onde a água cai de cima (wow!). Mas me enganaram com a questão da internet...

Pontos Fortes: Os bares no centro velho.
Pontos Fracos: Não sei..

Língua

Aqui na Croácia, na Bósnia e na Sérvia todos falam a mesma língua (e talvez seja isto que tenha feito da Yugoslávia, por algum tempo, um mesmo país). É uma das línguas mais estranhas que eu já ouvi. Até que ela é sonora, e se parece com o russo, talvez. Mas o mais estranho é que eles amontoam várias consoantes no inícia das palavras, tornando-as quase impronunciáveis. O próprio no dos paises nas língua local é de difícil pronuciação: a Croácia se fala Hvatia (o H tem um som gutural, como se fosse um cão rosnando - e don't ask me why ficou Croácia em português), e a Sérvia se fala Srbija (o j soa como um i). As únicas diferenças entre o croata e o sérvio são: o alfabeto, o primeiro é o cirílico e o segundo o romano - mas ambos lêem os dois, suponho; e algumas poucas palavras. Na Bósnia é como na Croácia, com o alfabeto romano. Já na Eslovênia é um dialeto um pouco diferente, mas todas línguas eslavas - afinal Yugoslavia significa eslavos de baixo (do sul).

Viagens

Já viagei de quase todos os meios de locomoção,o que inclui trem, avião, barco e ônibus. Só me falta o carro, que eu acho que não será possível. Em curtas distâncias, o que mais me apraz é, sem dúvida, o ônibus. É nele onde posso contemplar da melhor forma a paisagem local. Na minha viagem de Sarajevo pra Dubrovnik vi tanto os vales e montanhas combertas de neve que acompanham o rio, como a belíssima costa croata, com belas praias e construções. A viagem fica ainda mais emocionante com a habilidade que os motoristas deste tipo de veículo tem ao falar no celular, fumar e dirigir ao mesmo tempo - sempre dando a devida atenção aos passageiros curiosos. Agora estou em Split e vou pra Zagreb de ônibus pois não havia mais vaga no trem. Acho que será bom, pois os ônibus estão em um melhor estado que os trens.

Sunday, April 8, 2007

Sarajevo: Avaliação

Cidade: ****
Bontinha, mas sem nada demais. Está se reconstruindo moralmente agora.
Pontos Turísticos: **
Não há muitos.
Albergue: ***
Legalzinho. Bem localizado.

Pontos Fortes:
O centro, onde pode-se ficar pra comprinhas ou beber uma cerveja.
Pontos Fracos: Ainda falta auto-estima pra cidade.

Nós vamos invadir sua praia...

Aqui em Dubrovnik há muuuuutios japoneses....

Brasileiros...

Até agora o único rastro de brasileiros foi uma reserva de um cara em Belgrado, mas que eu nem fiquei pra ver se era verdade...

Dubrovnik: Primeiras Impressões

Ao chegar, assim como eu já esperava, notei uma grande semelhança com Rhodes. Ambas tem suas cidades antigas de frente para o mar com muros e construções antigas. Aqui as casas, ruas e monumentos são todos mais novos que os de Rhodes, e mesmo assim dá pra ver que estão muito bem conservados. A água cristalina do Adriatico também impressiona, e o conjunto fico fascinante. O melhor disto tudo são os cafés com mesas no meio da rua, alguns até com vista pro mar. É mesmo a "Pérola do Adriático" como chamam.
Por enquanto só vi a Old Town, mas acho que o resto da cidade não tem muita coisa interessante não.

Recado Dubrovnik

Saturday, April 7, 2007

Trilha Sonora

Tentei, logo no início da viagem, criar uma seção de trilha sonora. Mas não consegui. Primeiro por eu ter um gosto musical muito variado, depois por ser difícil escolher uma música ou por um disco. Por isso vou tentar fazer uma escolha de estilos ou bandas pra cada lugar. Na realidade, eu a única trilha que eu tento certeza que é adequada é o indie para as viagens.

Atenas: Beethoven, afinal era o começo da viagem.
Rhodes: Algo meio modernoso, talvez pela influencia dos internet cafés.
Istanbul: Charlie Mingus ou Miles Davis
Veliko Tarnovo: Bossa Nova, don't ask me why...
Bucareste: Algo meio funky, tipo MMW, James Brown, ou Stevie Wonder.
Brashov: Rock dos Clássico e bem Heavy metal, de Black Sabbath pra cima - afinal é a terra de Dracula...
Belgrado: Rock 90. Red hot Chilli Peppers.
Sarajevo: Shakti, pelo ambiente mais oriental.

Sniper's Alley

Aqui os atiradores de elite sérvios acertavam quem quer que passava, e por isso ganhou o nome de Sniper's Alley..

Pessoas

O bom de viajar só, como já falei, é a quantidade de pessaos que você conhece. Ontem, só daqui do albergue tinha, um casal de americanos, um casal de amigos velhos (sacou?) da Nova Zelândia, uma americana de Detroit, um sérvio, um belga, uma alemão meio bobão, um francês (não preciso dizer nada), e uma outra galera que eu nem falei nada.

Burek

Este é o burek, um prato típico aqui da Bósnia. É uma espécie de torta de carne que não tem nada demais...

Internet

Aqui em Sarajevo eu ainda não vi 1 lugar que tenha internet wireless... Mas há algumas lan houses que cobrar (pois nas outras cidades muitos lugares não cobravam o acesso à internet).

Belgrado: Avaliação

Cidade: *****
A cidade é demais. Parece até que estamos na Europa Ocidental. Com as pessoas se comportando como gente civilizada.
Pontos Turísticos: ****
Há uma bela paisagem no encontro dos rios Sava e Danúbio, além de muitas praças e os incômodos prédios bombardeados.
Albergue: *****
Um do melhores que eu fiquei, com pessoas bem simpáticas.

Pontos Fortes:
A principal avenida, onde não entram carros e há muitas pessoas andando, além do Kalemegdan, o forte onde vê-se os rios se juntarem.
Pontos Fracos: Não sei.

Brashov: Avaliação

Cidade: ****
A cidade, mesmo sendo toda construída nos séculos XII e XII, está muito bem conservada, e com uma excelente infra-estrutura.
Pontos Turísticos: **
Não há grandes pontos
Albergue: ***
Muito bom, não tem muito o que falar. Muito bem localizado e uma boa instalação

Pontos Fortes: Ficar no centro para tomar uma cerveja nos bares que tem as mesas na rua.
Pontos Fracos: A cidade é bem pequena e sem muita coisa pra fazer além disso.

Recado Sarajevo

Impressões de Sarajevo

Hoje cedo sai pra conhecer a cidade e em 3 horas consegui ver, rever e tentar descobrir outras visões da cidade. A cidade em si não é tão pequena, mas o centro, que é definitivamente a única parte interessante, é minúsculo. Mas a cidade junta um pouco de tudo que eu vi até agora. À primeira vista, percebe-se a relação com Istanbul, onde é possível ver, em poucos metros de distância, uma mesquita, uma igreja católica, uma sinagoga e uma igreja ortodoxa. Aqui não é uma maioria esmagadora de muçulmanos como na Turquia, mas eles são maioria. Vê-se diversas mulheres usando o véu.
Andando pela cidade notei também a similaridade que há com Veliko Tarnovo, na Bulgária. As pessoas são realmente simples, sem muito cuidado com a cidade - que tem belas construções mas que carecem de uma dedicação maior em sua conservação.
O povo parece mais com os sérvios do que com os búlgaros ou turcos, é claro - afinal, eles foram, num passado recente, todos iugoslavos, ou melhor - eslavos do sul.
Nem todos falam inglês mas a comunicação é razoavelmente fácil.

полициjа

Todos sempre me perguntam: e aí, já rolou alguma roubada que eu entrei??
E eu ainda não tinha até ontem. Na verdade no final não foi nada demais. Ao chegar no aeroporto em Belgrado, a mulher do balcão não quis aceitar meu passaporte pois estava com o carimbo de entrada na Sérvia com o ano de 2004. E realmente estava! Então eu não tinha alternativa senão ir resolver na polícia. Mostrei meu passaporte (italiano, no caso) e eles viram que tinha um problema. Sorte que eu tinha o bilhete guardado! Daí eles começaram a olhar, olhar, olhar, e não entenderam muito bem por que tinha tão poucos carimbos. Daí o tempo foi passando, eles não entendendo, e assim foi a até eu ter que explicar que eu tinha 2 passaportes e que, dependendo do lugar eu usava um ou outro, etc... Depois de muito tempo finalmente eles me liberaram e foi tudo ok na minha vinda pra cá em Sarajevo. Mas que dificuldade pra sair de um país! O que aconteceu é que a mulher na fronteira da Sérvia quando eu entrei carimbou errado mesmo e eu acho que a chapa vai esquentar pro lado dela....

Sarajevo: Primeiras Impressões

Acabei de chegar em Sarajevo. No caminho para o albergue, não sei porque, achei que a cidade era parecida com São Paulo.
Passei pelo Holyday Inn, onde ficavam os jornalistas nos tempos de guerra, e ao lado a "Sniper Alley", onde os atiradores sérvios acertavam as vítimas que por lá passavam. O meu albergue é num beco que só em ele. Muito confortável e intimista, mas não é dos mais limpos.
A cidade parece ser bem legal, apesar das marcas ainda vivas da recente guerra. Amanhã eu falo melhor sobre ela.

Friday, April 6, 2007

Pra Sarajevo

Estou indo hoje à noite pra SArajevo. Já estou ficando até irritado de ficar aqui em Belgrado. A cidade é ótima, mas a expectativa de viajar e o tempo passando numa cidade que eu já conheci de caba a rabo vai cansando cada vez mais...

Thursday, April 5, 2007

Próximos Passos

Amanhã parto à noite pra Sarajevo. Fico dois dias lá, e vou pra Dubrovnik, na Croácia. De lá quero pegar um barco ou balsa e beirar a costa croata pelo Adriático até chegar em Trieste, onde estarei a poucos kilômetros de Ljubljana, na Eslovênia. De lá visito rapidamente Bled, e parto - se tiver tempo, não sei - pra Zagreb, daí Budapeste, Bratislava e, finalmente, Praga. Depois volto pra Munique e São Paulo.

Beer Index Update

Turquia: € 2.70
Bulgária: € 0.75
Romenia: € 1.50
Sérvia: € 1.76 (145 RSD)

O Alfabeto Cirílico

Belgrado é a segunda cidade que eu vou que usam o alfabeto cirílico. Na verdade, a antiga Yugoslavia usava os dois alfabetos e, na separação de cada país, cada um usou o que preferia. Aqui na Sérvia eles, teoricamente, usam o cirílico, mas tem muita coisa com o alfabeto romano também, e o pessoal sabe os dois. É bom, para aqueles que pretendem ir para algum país que utiliza esta notação, aprender como soa cada letra. Me ajudou em muitas situações, desde conseguir ver o que pedir na máquina de bebidas como ler os nomes das ruas.

Day-off em Belgrado

Escolhi o dia de hoje para descansar. Nada de longas caminhadas e de sobe e desce. Vou repor minhas energias para partir amanhã para Sarajevo, a tão temida cidade que, há uns 8 anos, saiu de uma guerra. A Sérvia, como sabem, envolveu-se em muitas guerras neste mesmo período, com o desmantelamento da Yugoslavia. Aqui em Belgrado eu pude ver prédios destruídos por bombardeios. E acho que eles vão deixar como estão, não sei o porquê, acho que como forma de um espólio de guerra.
Ontem eu encontrei o pessoal da Ingleterra que eu viagei anteriormente, com mais 3 americanos (um do Alabama), e uma norueguesa. Fomos à noite beber uma cerveja num bar de karaoke aqui perto. Odeio a música aqui da Sérvia.
Hoje, como falei, é o meu day-off. Vou para algum lugar ocm internet que aqui no hostel não está rolando.

Wednesday, April 4, 2007

Romênia: Impressões Finais

A Romênia parece estar no caminho certo, apesar de enfrentar alguns contratempos para ingressar integralmente na EU. Na minha viagem pra Nran, por exemplo, vi pessoas que usavam aqueles chapéus estranhas e pessoas que pareciam saber falar inglês e não falavam. Há pessoas que tenho certeza que não falam inglês, e há outras que eu espero que falam. Mas eu diria que 60% das pessoas que parecem falar inglês de fato falam, mas nada que complique a comunicação local. O dono do albergue em Brachov falou que a "velha guarda" odeia o capitalismo, pois foi ele que deu tudo de mão beijada pra eles quando eles saíram do campo e ganharam de mão-beijada casa, comida e roupa lavada, além de um emprego. Agora eles têm que correr atrás... Já os mais preferem muito mais a nova situação econômica (quem não preferiria?).
Os romenos são simpáticos e cuidadosos. Todos - mesmo na comunicação por sinal - me ajudaram naquilo que entenderam e mesmo na sua língua que parece um italiano com russo, foram sempre atenciosos. As cidades ainda carecem de um pouco mais de cuidado, o que, com o crescente turismo no país, certamente irá melhorar.

Partidos Políticos - Romênia

Esqueci de falar, mas em Bucareste há também em excesso muitas sedes de Partidos Políticos. Sociais-democratas, liberais democratas, democratas e conservadores tem a cada esquina da cidade seu QG. Não cheguei a notar se os romenos eram geralmente politizados, mas a quantidade destes órgãos me impressionou....

Recado Belgrado

Detalhe Sérvio

Reparei que aqui, e acho que na Bulgária, eles gostam de pop italiano. Do tipo Eros Ramazotti.

Belgrado: Primeiras impressões

Pra variar, o trem atrasou na fronteira. Pelo menos aqui ganho uma hora com o fuso. Cansado da viagem aproveitei somente desta vez e peguei um taxi, pois o hostel é perto e, segundo o Lonely Planet, aqui tem boas tarifas de taxi.
O albergue fica situado num excelente lugar, e, após deixar as coisas lá, fui dar uma volta pela cidade. Passei pelo parque e por uma grande muralha que se situa bem no ponto onde há a melhor visão da junção do rio Danúbio com o Sava. Uma bela paisagem. Depois fui pra uma rua onde não entram carros e funcionam grandes lojas, com pessoas passando a toda hora e vários bares com cadeira nas ruas. Como estava morrendo de fome, parei neste McDonalds e vim comer e aproveitar pra atualizar tudo, pois sei que nos MCDonalds sempre tem wireless.

Ida pra Belgrado

Ao chegar de volta em Brashov, tive que retornar a Bucareste para pegar o ônibus noturno pra Belgrado. Saí pontualmente às 21:45 e espero chegar com uma pontualidade britânica às 9 horas da manhã. Estou só no sleeping car e espero não ter problemas na fronteira. Já marquei meu albergue e estou ansioso com a cidade, pois o pessoal falou que é muito boa.

Sérvios

Tenho a impressão que os sérvios são aqueles branquelos magros e altos que não são muito simpáticos. Comem carne vermelha com pólvora, possuem dentes de ouro e prata, e ainda bebem sei-lá-o-que em canecas de chumbo. Falam uma língua totalmente estranha e sempre dão em cima de qualquer mulher que aparece em sua frente. Perfeitos canalhas. Gosh, deveria ter comprado aquela faca butterfly com as insígnias do Dracula quando eu passei pela Transilvânia... Pelo menos são só impressões.

Serial Killer

Hoje vi um serial killer. Ele sentou perto de mim no trem que eu peguei de Brashov a Bucaresti - uma bela trilha em paisagens bucólicas dos campos romenos.
Ele tinha seus 40 e poucos anos mas com ar de adolescente que teve suas roupas vestidas pela mãe, desde a calça quase surrada até a camisa engomada - um confortável xadrez de lã - que formavam o conjunto macabro. Tinha um cara de nerd boy, e mantinha constantemente suas mandíbulas abertas criando uma expressão de gênio incompreendido. Não gostava de encostar suas costas na cadeira e insistia num tique de mexer os dedos de sua mão que, no detalhe mais impressionante deste homem, estava repleta de cortes e marcas de sangue, típica daqueles que precisam de usá-las em ofícios pesados e doloridos.
Se ele não for um serial killer, será um milagre, pois é impossível tantas coincidências em uma só pessoa.

Tuesday, April 3, 2007

Castelo de Bran

Hoje cedo, após conhecer Brashov, peguei um ônibus bem mea-boca e parti pra Bran, uma cidadela no meio do nada, ou melhor, no meio da Transilvânia - o que é quase a mesma coisa. A cidade, suponho, só surgiu pelos visitantes do castelo que, ao que parece, pertence a uma família real qualquer aqui da Romênia. É este castelo que o povo vende a história de Vlad Tepesh, o Empalador, mas não há registro, como eu havia dito, que ele passou por lá. Mas a própria administração do local não o vende como casa do Dracula, só como um castelo. Quem tenta explorar a idéia do Dracula são o vendedores nos arredores, que vendem diversas coisas associadas ao Dracula. Mas o castelo em si não é dos maiores, acho que é do tamanho da cozinha do castelo da Cinderela na Disney, mesmo assim é muito bonito. E as paisagens rurais que o acompanham colaboram e muito para criar o ambiente da Transilvânia. Qualquer um que fosso, por um milagre, parar lá, diria que estava na Transilvânia. Mas falta um pouco do American Enterprising pra explorar melhor o lugar.

Recado Transilvânia

Junk food

Dizem que os americanos estão muito gordos pois comem muita junk food.
Eu, e não só eu como muitos e muitos juntos de mim, comem junk food. O McDonald's está em todo lugar e sempre com gente comendo bem. Hoje, por exemplo, pessoas comiam lá cerca de 9h da manhã. A filas para o kebab são geralmente grandes e eles preparam-nos do modo mais junk possível. Na Bulgária o cara "seca" a gordura da carne antes com o pão que ele prepara, para dar o sabor especial. E não é só isso. Na rua sempre há alguém comendo alguma junk food. E o café da manhã eu não preciso nem falar: bacon, French Toast, omelete, etc... Aqui eu acho que estou comendo mais junk food do que nos EUA.

Brashov: Primeiras Impressões

A Transilvânia é bem menos assustadora do que parece. O contrário é verdadeiro - Brashov é um lugar aconchegante, com uma velha cidade bem conservada e uma boa estrutura. É um belo exemplo que Veliko Tarnovo tem a seguir, pois lá há até mais lugares interessantes, como suas fortaleza, mas falta-lhe o que aqui em Brashov tem de sobra, infra-estrutura. Lá não há, por exemplo, um café como este que estou agora, onde pude tomar o café-da-manhã e entrar na internet. A cidade de Brashov é pequena mas é bela, porém neste momento está caindo uma chuva chata e depois vou para Bran ver o Castelo.

Monday, April 2, 2007

Curiosidade Búlgara


Uma coisa curiosa é que todas as casa, ou melhor, a maioria das casa na Bulgária tem estes poster falando de alguém que morreu. Muito estranho.

7 e 1/2 andar

Publicidade em banheiros romenos

Os brasileiros podiam ser criativos assim:

Placas em Bucaresti


Um fato que me chamou a atenção em Bucaresti foi que as placas todas dizem o ofício daquele homenageado com o nome da rua. Segue a foto abaixo:

Bucaresti: Avaliação

Cidade: ****
A cidade não tem nenhuma grande atração, o legal dela são as grandes avenidas, belas praças e alguns monumentos.
Pontos Turísticos: **
Não há grandes pontos.
Albergue: *****
Um do melhores que eu fiquei.

Pontos Fortes: A região norte da cidade é a mais bonita.
Pontos Fracos: Muita pixação e os cabos e postes atrapalham um pouco, além do trânsito caótico (que às vezes é engraçado).

Vlad Tepes

O Drácula tinha um modo preferido de tortura, que era a empalação, para quem não sabe o que é, e tem um estômago forte, segue a definição direto do dicionário:
suplício antigo que consistia em espetar o condenado numa estaca ou ferro agudo pelo ânus e deixá-lo assim exposto até morrer.

Vinda para a Transilvânia

Acabei de chegar em Brashov, no coração da Transilvânia. O centro da cidade foi todo construído nos séculos XII e XIII, e as regiões periféricas no Comunismo. Com certeza a época do Comunismo foi mais sombria do que a da alta Idade Média. Porém, aqui na região, habitou um homem muito temido que virou uma personalidade em todo mundo: Vlad Tepes, conhecido pela crueldade ao torturar as pessoas. Foi a grande inspiração de Bram Stocker ao criar o Conde Drácula. O pouco que conheci a cidade achei muito boa, com uma antiga praça, construções antigas mas bem conservadas e uma grande catedral. Amanhã darei voltas por aqui e irei ao castelo em Bran, que eles vendem como se fosse o de Vlad Tepes, que ninguém sabe se realmente ele passou por lá, apesar de algumas evidências. Vamos ver amanhã. Por enquanto estou um Café com Wireless, atualizando as coisas por aqui...

Doença na Bulgária

A Bulgária, em toda sua extensão, sofre de um grande problema, chamado pelo especialistas de "Complexo de Chaves", pois eles adquirem o terrível hábito de dizer Da (que quer dizer "sim"), porém abanar a cabeça de um lado pro outro, e também dizem ne ("não"), mexendo a cabeça pra cima e pra baixo. É assutador e engraçado ao mesmo tempo.

Recado Bucaresti

Internet

Boa parte dos cafés hoje em dia aqui na Europa tem o serviço gratuito de internet. Por isso eu acabo dedicando meus almoços na atualização deste diário e das fotos do Flickr. Nem sempre é possível fazer isso no albergue pois, além de não ter internet wireless em todos os lugares, não há um lugar confortável pra ficar.

Tempo

O tempo, em geral, foi perfeito. Não muito frio, cerca de 13°C, mas num clima mais seco, e geralmente com sol. O único lugar que eu peguei uma chuva desagradável foi em Veliko Tarnovo, mas que não atrapalhou meus planos.

Ingleses

Como já comentei, conheci 3 ingleses na Turquia e, como eles estavam fazendo o mesmo roteiro que eu (que é o mais usual), segui minha viagem junto com eles. Eles começaram a viagem em Amsterdam, e foram de país em país até Istanbul, e agora vão voltar pelos países que ainda não tinham passado e rumar à Rússia, para ir depois para a Mongólia. Juntar durante um bom tempo dinheiro para esta viagem. E eles, por incrível que pareça, conseguem falar várias línguas, alguns falam alemão, outros italiano e outros francês. Foram bem gente-fina, mas às vezes acho que eu me intrometia um pouco da amizade deles, mesmo sendo eles bem abertos.

Baixas

Até agora eu tive 2 baixas, um cadeado que não me faz muita falta, e uma lanterninha que eu comprei no aeroporto e, essa sim, me faz falta.

Línguas

Aqui na Romênia é bem mais normal, como eu falei, se comunicar em inglês, mas é sempre bom falar outra língua. O fato de eu falar italiano me ajudou algumas vezes, como em Atenas e na Bulgária, onde muita gente não falava inglês, mas arriscava um italiano. Entretanto, meu inglês falado está melhorando a cada dia, afinal eu praticamente só falo inglês por aqui.

Veliko Tarnovo: Avaliações

Cidade: ****
Cidade intimista. Confortável e charmosa, mas sem nada de especial.
Pontos Turísticos: ***
A cidade em si é interessante, com o detalhe do castelo e seus muros.
Albergue: ****
Muito bom, um dos meus preferidos.

Pontos Fortes: Não há nenhum ponto forte em si, mas a cidade como um todo pode-se considerar um ponto forte.
Pontos Fracos: A falta de uma infra-estrutura melhor.

Bucaresti: Primeiras Impressões

Bucaresti é uma bela cidade. E só, nada a acrescentar nem a retirar. Ela se destaca por algumas coisas que abundam por aqui, como praças, largas avenidas, casas de câmbio, grandes instalações, tradutores juramentar e monumentos sortidos. A parte do Norte de Bucaresti é a mais bonita, com ruas com o piso de pedra, grandes, e arborizadas, além de monumentos como Arco do Triunfo e belas praças, como a Piata Charles de Gaulle. Segundo o Lonely Planet, Ceausescu tinha uma certa megalomania que se manifestava em seus grandes esforços em transformar Bucaresti em uma espécie de Paris romena. É aqui que se localizam as embaixadas. Já na região central e sul, vê-se ruas menos arborizadas e todas asfaltadas, porém com suas grandes praças, largas avenidas e os mesmos tradutores e casas de câmbio. Aqui é bem mais fácil se comunicar em inglês, com algumas exceções. O motorista do taxi que pegamos (eu e os ingleses amigos que me acompanharam na vinda pra cá) não falava uma palavra em inglês, e negociamos um preço em Lei (a moeda local) e ele se fez de bobo e falou depois que era Euro. E houve outro agravante, o nosso albergue mudou de endereço... Bom, além de guiar como um louco na cidade que já tem um trânsito caótico, ele nos deixou num outro albergue - que até que era legal - mas nos cobrou em Euros. Após algumas discussões, pagamos o que achamos justo, e pegamos outro taxi pra um outro albergue, pois este já estava lotado. Fomos pra um albergue muito bom, o Elvis Villa. Apesar do taxista não falar inglês, todas as outras pessoas que me comuniquei aqui falam inglês.
Aqui na cidade já conheci os principais pontos, e os que faltam vou conhecer agora. Depois vou pra Brasov, na Transilvânia.

Beer Index Update

Na Bulgária a cerveja - aliás, quase tudo, é muito barato. Se eu comprasse no mercado (que tinha até em garrafas de plástico) o preço seria 0.65 лева que são cerca de € 0.325! Mas no bar, que é onde vale, custa 1.50 лева (€ 0.75). Aqui na Romênia, no café que eu estou neste momento a Tuborg de 330ml custa 5.2 lei, que são € 1.5. Então:

Turquia: € 2.70
Bulgária: € 0.75
Romenia: € 1.50

Veliko Tarnovo - Impressões Finais

Minhas impressões sobre a Bulgária podem ser equivocadas, afinal eu conheci somente uma cidade - Veliko Tarnovo, que nem a capital ela é - e meia, Rusa - a cidade da fronteira com a Romênia. Também pude ver cidades e vilarejos no caminho. Tudo isso junto me fez pensar que a Bulgária ainda está muito atrás na corrida pela entrada na União Européia, fortalecida pela sua forte realidade rural. As pessoal não parecem ter o mesmo ânimo que, por exemplo, estou vendo aqui em Bucaresti, ou que eu vi em Istanbul, em se tornarem mais cosmopolitas. Belas paisagens no país, mas ainda com uma transição muito lenta do dolorido comunismo para a nova realidade capitalista (oh yeah, show me the money!). A cidade em si é muito bela, mas, com nada muito mas complexo, poderia ser um grande ponto de turísmo na Europa.

Sunday, April 1, 2007

Recado Trem (Istanbul-Veliko Tarnovo)

Hostel - Veliko Tarnovo

Viktor

O búlgaro louco...

Impressões de Veliko Tarnovo

Logo que cheguei na cidade, algumas horas atrasado pois deixaram-nos esperando na fronteira Turquia-Bulgaria, um louco bulgaro, o Viktor, começou a conversar comigo e com meus amigos ingleses que conheci em Istanbul e foram comigo pra Veliko Tarnovo. O cara me guiou até o meu albergue e eu lhe dei algumas liras turcas. Logo depois fui conhecer a cidade. Uma bela cidade, eu diria que deve ser Campos do Jordão búlgaro. Uma cidade simples mas bela, com ruas estreitas (com exceção da rua principal que tem um bom centro de comércio) e belas paisagens que se formam a partir de um rio que corta a cidade. Tarnovo foi, em algum lugar do passado, capital do "Império Búlgaro", se é que isso é grande coisa, no período entre a queda da Constantinopla e a conquista da região pelo Império Otomano. A cidade não transparece a imponência de uma capital, apesar do castelo e seus grandes muros, pelo contrário, ela inspira o intimismo típico de uma pequena cidade. Não obstante, ela poderia ser uma cidade excelente no melhor sentido que isto quer dizer, se fosse um pouco mais bem cuidada. Suas ruas até se permanecem bem cuidadas, mas há muitos lugares com lixo no chão, por exemplo. Contudo, tive uma ótima experiência por lá. Mas nada mais que um dia pra conhecer esta cidade no coração da Bulgária.
No dia seguinte, fui para estação e mais atrasos. Era pra eu chegar às 15h em Bucaresti e cheguei às 17h. E aqui estou....

Finalmente...

Agora eu tenho uma internet que serve!
Peguei um trem de Veliko Tarnovo pra Bucaresti, e aqui estou. O trem atrasou demais, umas 4 horas, e estou pensando em, de vez em quando, pegar um ônibus.

Saturday, March 31, 2007

Internet

Aqui na bulgaria a internet é tão estranha que só alguns sites entrem.. Tem que pegar no tranco!

Ida pra Bulgaria

Estou agora - sem internet, obviamente - no trem. É um vagão dormitório, excelente por sinal, onde eu estou sozinho no "quarto". Este tipo de viagem eu imagino ser a melhor que tem pois sendo eu uma pessoa que dorme fácil nestes lugares, consigo economizar com os albergues e ainda ganhar mais horas por aqui, pois a viagem noturna gastaria um tempo que eu, de qualquer forma, iria gastar dormindo no albergue. Quanto acabar a viagem falarei-lhes como foi e aproveito para falar sobre as minhas primeiras impressões da Bulgária.

Fotografias

Sei que não sou um bom fotógrafo. Tenho uma máquina razoável - uma semi-profissional - que, se aquele que aperta o botão souber usá-la, conseguirá tirar boas fotos. Minha filosofia é a seguinte - tiro sempre o máximo de fotos possíveis e, uma hora, alguma vai dar certo. Com o tempo, melhoro minha capacidade na arte de fotografar, e vou dominando gradualmente a razão mais importante da fotografia: abertura x tempo de exposição. Dominando está proporção, consigo, com precisão, imaginar a foto antes de tirá-la, principalmente na hora de adicionar profundidade às fotografias.
Com o tempo, tenho evoluído - sem dúvida. Mas ainda tenho muito que aprender. Na maioria dos lugar que tenho ido, não é permitido o flash e, consequentemente, tenho que compensar a entrada de luz com um tempo de exposição maior, e as fotos costumam sair tremidas. O ISO de vez em quando ajuda, mas não gosto muito de sua granulação excessiva. Por isso ter, quando é possível, apoiar a máquina em alguma superfície, mas nem sempre é possível. Talvez um tripé, o qual não vou ficar carregando.
Alguma dica?

Internet Bulgaria

Aqui na Bulgaria estou com algum problema na internet. Fica cainda toda a hora e não consego fazer nada!
Vou ver o que posso fazer...

Friday, March 30, 2007

Amigos

Uma das coisas mais legais desta viagem foram as pessoas que conheci. Conversei mais com o americano e com o australiano que estavam no meu quarto. Depois chegaram dois japas meio nerds, mas gente-finas. E no fim chegou um alemão feliz de poder beber uma cerveja, pois estava no Irã, e portanto, não poderia beber lá. Aqui no café já tem outras pessoas que eu conversei, mas não sei aindad e onde são.

Internet

Os melhores lugares com internet que eu achei foram os café que provém internet grátis. 1o. porque eu fica na internet, outro porque é de graça (em parte). O ideal seria no albergue, mas nem sempre tem. E aqui em café, não sei porque, fico mais confortável.
O bom é que, mesmo cobrando, os aeroportos - onde eu costumo esperar os vôos - sempre tem internet.

AdSense

Pessoal,
Coloquei o AdSense aqui no blog, então acessem bastante pra ver se eu ganho uma graninha pra custear a viagem!

Beer index

Conversando com o pessoal aqui, vi que há uma grande referência de preço que é o Pint de cerveja (cerca de 0,5 L). Aqui em um bairro relativamente caro em Istanbul, ela custa 5 YTL, que são cerca de € 2,70 . Eles falaram que é cara, e acham isso pois é um país de maioria muçulmana que, por força da religião, não bebem cerveja.
Vou, a partir de agora, relatar quanto custa a cerveja em cada lugar que eu passo.
Pelo que me lembro, na Grécia era cerca de € 2. Vou ver se consigo este valor...
Ainda me disseram que, parece, no Vietnã custa € 0,20 a cerveja e, apesar de ser muito agüada, vale a pena.

Ida pra Veliko Tarnovo

Estou aqui num barzinho tomando Efes (a cerveja local) e já estou de banho tomado e com as coisas arrumadas pra ir à estação de trem ruma à Veliko Tarnovo. Vai ser um trem noturno, que, pela longa distância, vai valer a pena. Os britânicos aqui do albergue vão também, vou ver se vou com eles...

Istanbul - Últimas horas

De volta ao albergue... Sem internet... Agora só vou procurar albergues com Wi-Fi no quarto... Já vi dois que tem isso em Veliko Tarnovo.
No caminho de volta passei por vários lugares interessantes, inclusive a Teodoro Sampaio, onde comprei um instrumento que eu não sei como chama nem como toca, mas é parecido com o oboé. Passei também pela 25 de Março, e pela Sta, Ifigênia. Me senti em casa!
Agora vou tomar banho, arrumar minhas coisas para partir.

Abravanel

No momento em que escrevo, lembro que minha avó nasceu aqui. Ela não tem descendência turca, mas sua família estava morando por um tempo quando ela nasceu. O sultão ainda devia reinar na cidade.

Istanbul: Avaliações

Cidade: ****
Cidade quase 100% de primeiro mundo. Só não é porque tem algumas regiões que não são lá grandes coisas.
Pontos Turísticos: *****
O que mais impresiona é o conflito de culturas na cidade, principalmente entre o islamismo - que aqui é não influencia tanto na política - e o mundo bizantino.
Albergue: **
A média é essa por que o primeiro que eu fiquei a nota é zero.

Pontos Fortes: É uma cidade completa, com compras, pontos turísticos e pessoal animado.
Pontos Fracos: Os turcos são meio malandros. Watch out.

Fotos do bar em Istanbul



Istanbul

A foto abaixo tem uma composição muito interessante, um obelisco egípcio, numa base grega e, ao fundo, uma mesquita turca. Não sei o que o obelisco na base grega estava fazendo lá, mas a foto ficou interessante:

Recado no Burger King

Istanbul - Momentos Finais

Estou aqui no Burger King de Istanbul, na região de Taskim, um lugar com ruas cheia de lojinhas. Muito interessante. Fui cedo conhece parte do que eu não tinha vista, como o Palácio Selamlik e com o Harém. Nada de interessante. Na realidade, nada a ver com nada. É um palácio construído no séc XIX com a arquitetura ocidental: rococó, barroco e neo-clássico, tudo misturado. Mas este lugar onde estou agora é bem legal, o Taskim. Antes de ir para o Salamlik comprei minhas passagens pra hoje no trem noturno pra Veliko Tarnovo, na Bulgária. Vou no mesmo trem dos britânicos do albergue. Então vou acabar de ver o que falta aqui em Istanbul, e depois arrumar minhas coisas.

Istanbul's Nıghts

Ontem, após os problemas alberguístıcos, deı uma bela descansada. Depoıs deı uma volta pela cıdade no anoıtecer e entÃo volteı pro novo albergue. Pretendıa tomar um banho, mas este albergue nÃo dá toalhas! EntÃo eu tıve que usar uma camıseta pra me secar, que, no fınal das contas, nÃo teve muıtos problemas... Vou comprar uma toalhınha pra quebrar estes galhos...
Depoıs bebı um cerveja aquı no albergue e uma turma do meu quarto perguntou se eu querıa ır junto com eles para a Galata Köprüsü, uma ponte em um dos canaıs que tem uma bela vısta da cıdade. Andamos razoavelmente bastate até lá e, após negocıaçÕes, conseguımos um bom preço para a cerveja: 5 YTL. Sentamos do lado de fora, e da´ı eu conhecı melhor o pessoal. Tınham 3 brıtânıcos,3 amerıcanos (um deles, do Texas, totalmente maluco), um weırdo do CAnadá, uma amerıcana, e duas canadenses.
Lá, o pessoal do bar deu-nos uma manta pro frıo. Infelızmente nÃo estavacom a camera, mas tıreı fotos com meu celular. Vou ver se depoıs eu mando.
Em seguıda, o cara do bar ofereceu o nargıle e eu nÃo sabıa que era tÃo bom.
Foı dıvertıdíssımo!
Agora vou saır pra nÃo atrasar. Vou comprar também o tıcket pra VElıko Tarnovo. Aquı há outra mudança de roteıro: NÃo vou pra Sofıa nem - maıs pra frente - pra Zagreb, poıs o pessoal aquı falou que ıt's not a bıg deal. Porém vou pra Ljubljıana (acho que se escreve assım),poıs dısseram que vale maıs a pena.

See you!

Thursday, March 29, 2007

Alguns fatos Locais

- Tanto na Turquia como na Grécia, joga-se muito gamão.
- Parece que aqui em Istanbul há uma preferência pela Pepsi.
- O árabe fica mais interessante nas inscrições em parede do que o grego, que parece uma grande fórmula de matemática ou de física.
- Turquia e Grécia tem os interruptores da luz do lado de fora dos banheiros.. (!!)

Hagia Sofia

Orações

Aqui em Istanbul ouve-se de tempo em tempo as orações muçulmanas.

Recado em Bodrum

Recado em Kos

Impressões de Constantinopla

Este albergue novo não tem internet, então estou escrevendo offline e assim que der, eu entro na internet e atualizo os posts.
Enquanto isso, vamos ao dia-a-dia:
Acordei, tomei um café-da-manhã típico (pão, manteiga, tomate, pepino e um ovo cozido) e fui dar uma volta. Estou no bairro do Sultanahmet, que é um dos mais legais da cidade. E daqui já fui direto para os aposentos do sultão. Fiquei impressionado com a grandeza de tudo aqui. Os aposentos, os detalhes, as jóias, os recintos... O palácio ostenta uma riqueza que hoje acho que não mais representa o Império Turco que foi há alguns séculos atrás. Uma beleza única. Tinham até relíquias da época do califado (antes de surgir o Império Turco Otomano) e um arco que dizem ser do Profeta Maomé. Foi estranho também ver nos aposentos religiosos alguns destes objetos ao som "ao vivo" de um cantor numa cabininha.
Saindo de lá, fui direto ao Aya Sofia, uma grande catedral ortodoxa que foi construída por Justino e depois transformada em mesquita no sultanato. Grandiosa, ela abriga tanto os mosaicos bizantinos como inscrições islâmicas em suas paredes.
Depois logo em frente, comendo castanhas, fui à Blue Mosque, ou Mesquita Azul. Muito legal também, com direito a tirar o tênis e ver o pessoal rezando. Nunca tinha entrado numa mesquita.
Daí dei uma bela voltar pela cidade, nos mercados, esquinas, e avenidas. Uma cidade encantadora, principalmente pelo conflito entre os diversos povos que aqui reinaram.
Depois voltei ao albergue e....

Albergues em Istambul

Estou extremamente irritado com os turcos! Eu paguei pelo meu quarto, deixei as coisas lá, fui dar uma volta e, ao voltar, o cara do albergue falou que não tinha mais lugar pra mim e me devolveu o dinheiro!
Briguei, falei, argumentei mas ele foi irredutível! Vim pro albergue ao lado.
Então viajante, se você vier para Istanbul e quer evitar este inconveniente, não se hospede no Sultan Hostel.
Agora estou no Orient Hostel, fui muito bem recebido e já conheci um canadense, um australiano e um polaco. Pena que aqui não tem internet Wi-Fi grátis. Vou ver se acho e já subo estes posts.

Os Turcos

Os turcos, como muitos não sabem, não são árabes. Alguns falam árabe por causa da religião, o Islã, mas os árabes não são turcos - já foram só pelo fato de que a região onde habitava os povos árabes foi conquistada pelo sultanato. A religião Islâmica surgiu no séc. VII onde hoje é a Arábia Saudita. Rapidamente se expandiu para o Oriente Médio, e pra Magreb (norte da África e até o Sul da Espanha). Aí surgiu o Califado que durou alguns séculos, e depois foi conquistado pelo Império Turco-Otomano. Daí que vem o sultanato e a grandeza que vemos aqui em Istambul. Depois, acho que em 1922, com fim do Império, surgiu simplesmente a Turquia.
Antes disso, Istanbul era Constantinopla - a capital do Império Romano do Oriente, onde os bizantinos permaneceram até o séc XXII.
A cidade é, realmente, esta Torre de Babel, com uma mistura a cada esquina de cultura.
E como que é o turco de hoje em dia?
Vou tentar responder: ele é normal, apesar de tudo isso. Até normal demais, beirando a mediocridade. A única coisa diferente que eles tem é a falta de coisas diferente. São tão normais que dá raiva e, junto a incapacidade de falarem inglês, aumentam minha raiva astronomicamente. Mesmo assim, continuam sendo simpáticos, com uma cara normal, um jeito normal, hábitos normais, e, no máximo, uma pitada de islamismo que poucos deixam transparecer.

Rhodes: Avalıações

Cidade: ****
A cıdade como um todo é ótıma! Tem de tudo...
Pontos Turísticos: ****
Muıto bem conservados, que levam,as vezes, a se sentır em um período medıeval.
Albergue: ***
Legalzınho, com um dono sımpátıco e não tão lımpınho. Mesmo assım eu recomendarıa. Muıto bem localızado.

Pontos Fortes: A cıdade como um todo é legal, com pontos sortıdos em toda sua extensão.
Pontos Fracos: Acho que o fato dela ser uma ılha a deıxa, ınevıtavelmente, ısolada. Não seı se ısso ée verdade..

INTERNET

A Internet na Turquıa em geral parece ser muıto lenta!

Embaraços

Passeı por duas sıtuações bem chatas aquı. E uma delas eu aprendı uma coısa ımportante, nunca confıe num pessoa que não fala ınglês!
Seguındo as dıreções do sıte do albergue, pegueı o metro e, na últıma estação, era para eu supostamente pegar o Tram (como eles chamam aquı). Na baldeação (que não era baldeação) seguı as placas pro Tram e nada! Tenteı perguntar pro cara de um hotel que não falava ınglês, mas o cara me falou o camınho errado e eu tıve que dar uma volta a maıs. Preferı pegar um taxı e pagar em lıras turcas, poıs aquı as coısas são bem baratas.
Chegando no albergue, precıseı tomar um banho, poıs não conseguı toma-lo ao saır de Rhodes. Vı que aquı tınha um "banheırão" e, como no meu quarto havıa muıta gente dormındo, entreı com mınhas malas e penseı: neste banheıro é só deıxar as coısas aquı do lado tomar banho que tudo bem. Erro crasso! Molheı um pouco mınha mala e meu casaco, mas nada demaıs...

Istanbul: Prımeıras Impressões

A cıdade é lında, pelo pouco que eu vı. Estou no Sultanahmed que é um baırro muıto legal. As pessoas aquı são muıto sımpátıcas, mesmo sem falar ınglês. Chegueı a noıte e estava sem sono - eu pretendıa fıcar na ınternet até dormır. Mas com muıta gente no quarto preferı ır pro bar do albergue, tomar umas cervejas, pra conseguır pegar no sono. Chegueı lá, bebı umas duas cervejas (EFES, a cerveja local) e tenteı me comunıcar com os turcos que são, na verdade, curdos e não gostam de músıca turca. Foram muıto legaıs, mas logo depoıs bateu o cansaço da vıagem e o sono da cerveja, e assım fuı dormır.
Aında não conhecı a cıdade, daquı a pouco vou saır pra conhece-la...

Maldıta Lıngua Turca

Como podem ver, os meus ıs não tem pıngo!
De fato, o verdadeıro ı é este: i - mas que sıtua-se em um lugar longe do teclado. Sempre coloco um sıte e fala que não exıste, quando o problema é justamente este ı sem pıngo!
Estou cétıco quanto ao fato dos turcos falarem ınglês, por ısso vou decorar o básıco de turco para tentar me comunıcar.
Enquanto ısso, vou ouvındo esta lıngua que me parece uma mıstura de grego com francês, as vezes com japonês.

Wednesday, March 28, 2007

Impressões Dodecanesas

Rhodes é totalmente diferente de Kos. Uma é grandiosa, charmosa e intensa - a outra é pequena, sem muito sal, mas com uma beleza interessante. Eu, não sei se voltaria pra Kos, já pra Rhodes voltarei (espero). Talvez numa viagem por todas as ilhas, não só as do dodecaneso, faça valer a pena a passagem por lá.

O dia de hoje

Dormir foi um árduo trabalho nesta noite. O bate-estaca de uma balada ao lado do albergue, ligado à minha ansiedade pré-viagem estalavam meus olhos. Que também é o melhor horário pra falar com o pessoal do Brasil. O fato é que eu ainda não me adaptei ao fuso horário. Com menos de 5 horas de sono fui direto para onde partiria o Katamaran para Kos. O barco é feito com uma espécie de amortecimento que nem parece que estou no meio do mar.
Cheguei em Kos às 11h, comprei a passagem para Bodrum (às 15:30h) e fui dar uma volta. A cidade não é tão legal quanto Rhodes, além de ser da metade do tamanho. Não tem o mesmo charme do centro, nem a mesma integridade das construções medievais, apesar de ter mais ruínas do antigo período helênico. Mas nada mais do que 3 horas para conhecer toda a cidade. Almocei este belo kebab, com direto a batata frita dentro dele, e parti neste barco pra Bodrum.
Esperava mais de Bodrum. Pelo que li e me informei, a cidade era uma espécie de riviera francesa da Turquia, mas, pelo que eu estou achando, está mais pra Guarujá! (tem gente que acha o Guarujá a Riviera Francesa no Brasil)
A cidade não tem nada demais, apenas um belo castelo que estava hoje fechado pra visitação. Aqui na Turquia consegui falar com apenas 1 (uma) única pessoa em inglês, o resto não entendia nem o que era airport. Por meio de sinais, expressões, e gestos, consegui trocar euro por esta maldita lira turca e cá estou no ônibus que ruma ao aeroporto pra pegar o vôo para Istambul.
Foi um dia de viagens, que eu esperava descansar minhas pernas, costas e cabeça, mas parece que não resolveu muito.

Dores

Do lado direito é o pé e as costas, do esquerdo o joelho e a cintura (???). O traz, leva e solta da mochila cansa, e o locker é um alívio dos céus. Um dia vou ter que descansar, mas ainda não programei nada.

Aqui em Bodrum...

... a internet está uma merda!

Churrasquinho Grego - Versão Medieval

Nesta churrasqueira passaram anos e anos de carnes de todas as épocas e gêneros. Dizem que os gregos gostam de uma carne bem maturada. Xiiiiii....!!!

Aos Delinqüentes

Tuesday, March 27, 2007

Hoje...

... gastei um bom tempo na internet!

Por um lado é bom, que eu deixo as coisas em dia e descanso o corpo...
Fico o dia inteiro andando e sempre carregando uma mochila, que durante a viagem fará parte de mim.
Duas coisas eu não me separo nunca aqui, é a minha mochila do dia-a-dia (com computador e máquina fotográfica) e a guaiaca, que só tiro no banho. Minhas costas, meus pés e minha perna já estão fadigadas, mas eu tento nem ficar pensando muito nisso e deixo pra descansar no Brasil....

Escapando do Fosso

Viagem Solitaria

Todos estranham-se ao ouvir-me dizer que vou viajar sozinho. Eu acho, pelo contrário, que é uma experiência única - nem melhor nem pior do que a viagem em grupo. Claro que a vantagens e desvantagens. Vamos lá pra cada quesito:
VANTAGENS:
- É, frequentemente, mais fácil tomar decisões convergentes sozinho. O tempo que eu perderia com estas decisões eu estou perdendo agora ao escrever tudo isso.
- É incontestalmente melhor para conhecer outras pessoas, de outros lugares. Conserso mais tanto com os roommates do albergue quanto com o motorista do ônibus que me trouxe do aeroporto pra cidade.

DESVANTASGENS:
- Realmente a solidão às vezes enche, mas logo depois eu esqueço.
- Discussões promissoras sobre a própria visão da viagem. Eu só tenho a minha e não posso falar com mais ninguém sobre isso. No máximo postar algumas bobagens neste blog.

Atenas x Rhodes

Como cidade, Rhodes é bem mais legal. Parece que é até outro país, outro povo. Em Rhodes, tudo que se faz tem algum resquício medieval, com uma beleza constante. Já em Athenas, apesar de ver-se em todos os lugares belas paisagens, estão bem limitados os pontos. A mudança de Atenas pra Rhodes foi uma mudança das ruínas clássicas para as construções bizantinas. Da frieza da cidade grande para o calor de uma pequena ilha mediterrânea. Comparando-se os sítios turísticos, Atenas pode até ganhar, mas como cidade, no geral, Rhodes é minha candidata.
Difícil escolha...

Blogger

Hoje eu entendi porque algumas pessoas se irritam com o Blogger...

Espero que agora, com o Google ele melhore...

Rhodes: Segundas Impressoes

Como é difícil achar internet nesta cidade! Já passei por uns três lan houses e nenhuma estava aberta, e acabo de entrar num café que dizia ter internet e o cara acabou de me falar que só volta aqui nesta loja no final da semana. Mas comentou de um outro lugar que tem o acesso.. Vou pra lá então!

Cheguei aqui no outro café com internet e parece com aqueles que a gente só vê em filme, civilizado até demais. Até tirei umas fotos aqui:




Só que tem um único problema, aqui a internet também não está funcionando. Acho que é um problema da região.... Vou ter que procurar outro. In the meantime, vou falar sobre meu dia.
Após o café da manhã, fui dar uma voltinha na cidade antiga, depois fui pro centro e estiquei até a rua 28 de Outubro, onde localiza-se a casa onde meu vô morou. Aqui tem as fotos:





Depois fui, pela orla marítima, até o porto e de volta pra cidade velha - a long way. chegando de volta ao centro, fui explorar a cidade velha.
Deixe-me explicar como é a cidade de Rhodes (e não a ilha, pois não conheci o outro lado dela). Tem a cidade velha, que é bem grande e tem um grande castelo protegido por um muro e um fosso. Esta muito bem conservada, pois parece que os italianos, quando governaram a ilha, restauraram toda esta parte da cidade. Segundo me disseram, naquela época os italianos trouxeram alguns destes mosaicos das fotos de Kos, uma ilha vizinha que foi, no passado, vítima de um grande terremoto que destruiu boa parte da ilha.



O que não foi destruído tranferiu-se diretamente pro castelo de Rhodes e pra cidade antiga na sua reconstrução.
Depois tem o centro da cidade, que é bem charmoso, e com muitas lojinhas, barzinhos e barcos. Estou numa época pré-temporada, e acho que a partir de umas 3 semanas, começará a lotar a cidade. Sinto que ela está meio vazia, apesar de ter bastante gente na rua, mas no verão deve ser infernal.
Quanto a cultura local, há vestígios dos 3 grandes reinos que já dominaram a ilha, os Gregos Antigos, os Bizantinos, e os Turcos Otomanos, mas com uma vantagem gritante para os Bizantino, pois apresentam uma influência muito maior.
E aqui o pessoal é incomparavelmente mais civilizado do que os atenienses, parecendo-se mais com os alemães (que eu conheci no começo da viagem) do que os atenienses. E outro detalhe que não se deixa passar, é a quantidade de motociclistas por aqui. A moto é, sem dúvidas, a melhor forma de se locomover nas estreitas ruas não só da cidade antiga, como de toda suas extensão. Não importa sexo, idade, raço ou credo, todo o tipo de gente anda de moto. Eu cheguei até a ver uma velhina com mais 70 anos (sugiro) guiando uma destas Vespas.
Vou dormir mais uma noite aqui e amanhã cedo parto de Katamaran para Kós, uma ilhota aqui do lado que tem um acesso fácil para Bodrum, na Turquia, onde eu tenho uma passagem para Istambul. Tenho ainda que comprar a passagem Kos-Bodrum, assim que eu tiver uma notícia, eu aviso...

Saí do outro café e, após alguns poucos metros, achei um bom Internet Cafe mas.... com internet! Só que, pelos três que eu passei, eu tive que comer algo, pra não ficar chato. Então não posso mais ver comida por hoje!

Rhodes

Hoje acordei e logo vim tomar um café num belo lugar onde tem vistá para uma bela igreja e tem internet. Vou começar a andar pela cidade agora. Wish me luck.

Atenas: Avaliações

Cidade: ***
Não é uma grande cidade para se morar, pelo menos nos arredores do centro.
Pontos Turísticos: *****
Devem ser as ruínas mais antigas e grandiosas do mundo. E tudo muito bem restaurado e conservado. Nestes pontos respira-se o ar da antiga cultura grega (diferente di rest da cidade).
Albergue: **
Conheci pessoas legais, mas o hostel em si não é dos mais legais.

Pontos Fortes: Acropole, kebab, bares no centro com vista pras ruínas, e parece ser um lugar onde o politicamente correto não chegou ainda direito.

Pontos Fracos: Fora o centro e os sítios arqueológicos, a cidade não é bonita, a língua é bela mas incompreensível.

Parada de Independência da Grécia

Rhodes: Primeiras Impressões

Após uma tarde chuvosa, peguei o avião e cheguei em Rhodes. Com um pouco de atraso, peguei o ônibus - que tem um motorista gente-fina que anda como um louco nas ruas extremamente estreitas da ilha, (e ainda dirige falando no telefone celular) - e fui para a Old Town.
Comparado com Atenas - e por incrível que pareça - Rodhes parece ser até mais cosmopolita. Os restaurantes são alguns exemplos, pois aqui em Rhodes há para todos os gostos: mexicano, italiano, escandinavo, e até um Lancelot - com um clima medieval. Já em Atenas é só Taverna e barzinho com petiscos - falta-lhes um pouco de criatividade.
Como eu tinha combinado com a mulher do Mango (o nome do hostel que eu liguei e marquei) parei no ponto de ônibus Mandraki, e fui tentar achar o lugar. Antes vou falar sobre cidade. Esta parte, Old Town, tem muros e toda arquitetura permanece intacta de anos atrás - acho que do período bizantino. Tem ruelas, igrejas, sinagogas, lojinhas e tudo o mais, parecendo que eu estou aqui há alguns séculos atrás. Vale a pena conhecer.
Mas o fato é que, após zanzar por várias ruas, me perder, perguntar pra todo mundo e ninguém saber responder, apareceu uma cara falando pra ficar no hostel dele, e aqui estou eu. O hostel é fraquinho, e quase 3 vezes mais barato do que o que eu ia ficar (que aliás a mulher não me atendeu o telefone quando que cheguei na ilha), mas também não tem nada. Uma cama confortável, um banheiro razoável, e só! Mandarei fotos! E aqui não tem internet, vou ter que achar na cidade e depois eu publico este post (estou escrevendo sem internet).
Só um comentário: o dono deste Hostel é um louco. É músico e gravou várias músicas num aparelho que grava em fita cassete. Fala pelos cotovelos e é muito simpático. Vou tentar gravar ele pra vocês verem a figura.

Monday, March 26, 2007

Orthodox Liturgy

Fatos Atenienses do Dia

- Há felinos em demasia na cidade.
- É muito caro pra visitar a Acrópole e os outros monumentos: um total de € 20!
- O McDonald's é melhor que o do Brasil.
- Os gregos tem uma desorganização quase igual a dos italianos: eu que tive que mostrar o ticket pra entrar na Ágora Antiga.
- Não tente entrar no metro sem ticket, me pediram 2 vezes e pouco tempo.

O dia de hoje em Atenas

Não dormi direito, por dois motivos:
- O ουζο não caiu muito bem.
- O companheiro de quarto tinha um ronco tenor em alto e bom som.
No meu quarto tinham 4 pessoas: eu, um francês, um velho meio bicha americano, e uma australiana. O americano era o cara que roncava que nem um barítono. Seu ronco era impecável, com duas etapas bem definidas: a inspiração - grave, aspirada e forte, e a expiração - leve, aguda e aerada. Mesmo assim consegui dormir mal, mas consegui.
Depois fui de manhã direto em direção à Ακροπολέ (acho que é assim que se escreve Acropole). Lá eu vi que realmente os gregos não estavam pra brincadeira ao construí-la. O Parthernon, partivularmente é demais. E de lá, há as melhores visões, pois está numa área central e se vê tudo de perto. Impressionante. Depois fui ao Templo de Efesto (acho que é isso) e lá andei pela antiga ágora nas ruínas do que supostamente era o centro de Atenas. Outro lugar muito interessante... Ao voltar parei pra comer no McDonald's e, logo então começou a chover granizo. E depois piorou e, apesar de ter cessado o granizo, a chuva engrossou. Esperei um pouco no Mac e, por sorte, estava ao lado da estação de metro, e agora voltei pro albergue.
Minha primeira mudança no roteiro original será feita agora: vou hoje pra Rhodes. Liguei lá e mudei a passagem. São 14:22 aqui agora e meu vôo é às 19:20. Vou esperar a chuva afinar e depois partir pro aeroporto.

Sunday, March 25, 2007

Atenas: Impressões Finais

A Grécia ficou marcada por ser uma grande civilização e ter uma cultura que, durante muito, muito tempo, foi predominante por toda a História do Mundo, e mesmo na época de sua decadência, influenciou de forma decisiva o Cristianismo em sua ascenção.
Esta Grécia, repleta de glórias e cultura, só é esboçada na cidade de Atenas por meio de algumas pedras reunidas - o que para nós, reles mortais, parecem nada dizer, mas que aos arqueólogos podem dizer muito.
A presença do estilo bizantino e a sofreguidão de um povo que só se emancipou há exatos 186 anos (em 1821) são muito maiores que o da antiga cultura helênica, sobrepondo-a constantemente. Entretando há um exagero meu, obviamente, ao dizer que o espólio da antigüidade reflete-se somente no arranjo das pedras. Há monumentos que, se não estão intactos, conservam a mesma imponência que tinham há 3.000 anos atrás, provendo uma idéia bem clara de sua integridade. É o caso do Pathernon e do Teatro.
E em muitos lugares da cidade é possível ver, se não estes "monumentos-primos" da civilização grega, outras ruínas ou resquícios dela. Fica fácil observar tantas belezas pois a cidade parece ter sido feita para isso: sua geografia irregular que dispensa terrenos planos, preferindo vários morros e planaltos possibilitando diferentes visões do mesmo ponto.
Sobre o povo, a minha impressão é que o fardo que esta herança traz é muito pesado para o fraco povo grego, e por isso eles tentam ou deixá-lo mais leve, ou adaptá-los para a nova realidade do país.
Avaliação final: ****
Só não é 5 estrelas por causa do albergue e de uma certa miséria (pros padrões europeus) que a cidade abriga.

Atenas: Segundas Impressões

Acordei cedo, após o início até que desastroso, e fui direto para o centro, e ao descer na estação Συνταγμα (Sintagma) lembrei que hoje era o Dia da Independencia (pois a mulher no trem havia me falado) e o centro estava lotado, com ruas interditadas, crianças vestidas com roupas ridículas e muitas pessoas flamulavam a bandeira da Grécia. Estava rolando parada nacional, com direito a banda marcial, marcha, aviões da aeronautica e helicopteros. O pior de tudo é que os sítios arqueológicos estavam fechados para visitação por causa do feriado (por um lado não teve problemas em relação aos sítios dentro das cidades, mas a Acropole, por exemplo, terei de ir amanhã.). Pelo menos consegui tirar boas fotos sem esta raça terrível que são os turistas.
Apesar do feriad0, fui andar por aí à pé no melhor estilo "Where The Fuck Am I", pois tenho certeza que é a melhor maneira de conhecer a cidade. Conheci os principais pontos: a ágora romana, os sítios arqueológicos, o Teatro, a Acropole, o "Lycabetus Hill", e muitos outros pontos, inclusive os menos turísticos (com direito a muitas "se perdidas" - ainda bem).
Tive sorte novamente, pois entrei numa igreja ortodoxa e havia um coro tocando música sacra no meio da missa. Eu cheguei a gravar, vou ver se consigo publicar aqui.
Regado a muita cerveja e a aguardente de uva dos gregos chamada 'ουζο' (a transliteração acho que fica "Uzzo") notei algumas coisas do país durante este passeio:
- Há uma preferência por duas cervejas: Amstel e Heineken - duas excelentes escolhas - amargas e saborosas, as quais já faz um tempo que eu aprendi a gostar. Tem também a Μυθος (Mythos) um boa cerveja local.
- O povo grego não é dos mais bonitos, mas é um povo alegre.
- O kebab aqui é p melhor que eu já comi!
- As igrejas ortodoxas são bem mais bonitas por fora do que por dentro.